14/03/2016

Jornal tendencioso

Como comentado hoje no 2º ano eis o vídeo da campanha presidencial do José Serra em 2010. Nesta matéria apresenta uma cobertura diferenciada da Record e da Rede Globo. Este vídeo demonstra quanto a mídia, em algumas ocasiões, pode influenciar determinados assuntos. 

Uma pauta, duas coberturas: Rede Globo e Record


A primeira matéria no vídeo mostra a cobertura da Rede Globo, tendo nenhum problema específico.
Aos 2 minutos inicia a matéria da Record, que cobre a mesma matéria (o mesmo lugar). Contudo, esta matéria demonstra outra versão do mesmo fato, tendo agora uma visão negativa para o Serra. Qual motivo levou o Jornal Nacional, da Rede Globo, a fazer essa manipulação? Seria apenas um fato isolado? É somente a Rede Globo que manipula informação?

A primeira pergunta eu deixo em aberto, pois não sabemos exatamente os motivos (temos hipóteses, mas não uma certeza). Para alguns, a manipulação foi sem querer e para outros não. Por isso, este tema não pode ser escrito na dissertação da redação do Enem. Pois, embora tenhamos o vídeo, para alguns não quer dizer nada. Infelizmente

 Esta infelizmente não foi a única manipulação da Rede Globo e acredito que não será última. 

Bem como, não é apenas a Rede Globo que manipula dados tendo portanto, revistas, jornais, outras emissoras, rádios e até livros tendo um favorecimento para um lado e uma manipulação. Por isso, tomem cuidado ao se basear apenas em uma fonte de conhecimento. Assista ou leia a vários jornais e ou revistas. 


Como a Globo manipulou o "atentado" a Serra no Jornal Nacional

Globo pede desculpas após estudante revelar manipulação em reportagem




13/03/2016

Estrutura fundiária






Estrutura fundiária
A expressão estrutura fundiária corresponde ao modo de organização do espaço agrário de acordo com a distribuição das propriedades rurais, segundo o número de estabelecimentos e suas respectivas categorias dimensionais.
Ou melhor, a estrutura fundiária é o modo como as propriedades rurais estão organizadas pelo território.
A primeira classificação da estrutura foi feita em 1965 pelo INCRA (Instituto Nacional de colonização e Reforma Agrária).
É importante explicar que esta classificação somente foi feita pela criação do Estatuto da Terra, com os artigos 41 e 46 (veja o Estatuto da Terra completo). 
No Estatuto da Terra é defendido que os latifúndios que não cumprissem a função social da terra deveriam ser desapropriados para fins de reforma agrária. Entretanto, esse ponto foi colocado de lado e esquecido em favor da modernização tecnológica das grandes propriedades.
Nesse campo, o Brasil enfrenta ainda sérias dificuldades, pois nossa estrutura fundiária permanece ultraconcentrada: apesar de predominarem numericamente, as peque nas propriedades ocupam um percentual mínimo do espaço agrário, enquanto um reduzido número de estabelecimentos ocupa quase a metade de todo espaço agrário disponível.
Trata-se, portanto, de uma herança do passado colonial, no qual a grande propriedade destinada à monocultura de produtos tropicais estava voltada para as necessidades do mercado externo.
No início do período colonial, entre os séculos XVI ao XVIII, foi estabelecido o sistema de capitanias hereditárias, a partir da distribuição de terras, na forma de sesmarias, entre poucos privilegiados da Coroa portuguesa.

O objetivo principal era promover a implantação do sistema de plantation[1] para a produção de cana, voltada para exportação. Desde o final do período colonial, no início do século XIX, e até a segunda metade do século XX, pouco tem sido feito para alterar esse sistema desigual de distribuição de terras no País
Em resumo:
a) os pequenos estabelecimentos predominam em número (50,3%), enquanto sua participação na área é insignificante (2,5%);
b) os grandes estabelecimentos (mais de 1000 ha) ocupam quase a metade da área rural (45%), representando apenas 1,2% das propriedades. Simplificando: há muita gente com pouca terra e muita terra com pouca gente; essa é a sentença que melhor resume a concentração fundiária.
Note-se que tanto o minifúndio (pequena propriedade) quanto o latifúndio são responsáveis por um desperdício de recursos, já que,
a)    no latifúndio, “grande propriedade rural, que tem grande proporção de terras não cultivadas e é explorada com técnicas de baixa produtividade”

Nem todo o espaço é aproveitado, havendo, portanto, desperdício de terras e capital;
b) no minifúndio, “pequena propriedade rural, que é voltada à agricultura de subsistência, com uso de técnicas rudimentares e baixa produtividade”
mão de obra ociosa e terra escassa.
Ø  Os pequenos proprietários respondem por mais da metade da produção de alimentos no Brasil e, contraditoriamente, são os que recebem menos assistência e crédito do Estado
Os conceitos de latifúndio e minifúndio, dessa forma, serão definidos em função do módulo rural adotado na região e de seu uso.
Assim, uma grande propriedade dentro da Amazônia, embora não aproveitada com alguma atividade, é menos prejudicial que uma outra propriedade bem menor e mal aproveitada próxima a São Paulo.

Módulo rural
O conceito de módulo rural é derivado do conceito de propriedade familiar e, sendo assim, é uma unidade de medida, expressa em hectares, que busca exprimir a interdependência entre a dimensão, a situação geográfica dos imóveis rurais e a forma e condições do seu aproveitamento econômico (leia aqui)
O módulo rural é utilizado para:
Ø  Definir os limites da dimensão dos imóveis rurais no caso de aquisição por pessoa física estrangeira residente no País. Neste caso, utiliza-se como unidade de medida o módulo de exploração indefinida (Ver ZTM). O limite livre de aquisição de terra por estrangeiro é igual a três vezes o módulo de exploração indefinida;
Ø  Cálculo do número de módulos do imóvel para efeito do enquadramento sindical;
Ø  Definir os beneficiários do Fundo de Terras e da Reforma Agrária - Banco da Terra, de acordo com o inciso II, do parágrafo único do art. 1º, da Lei Complementar n.º 93, de 4 de fevereiro de 1998.


A desigualdade de distribuição de terras no Brasil
A Região Sul tem a estrutura fundiária mais bem distribuída do País, com o predomínio de propriedade agrária familiar, consequência da colonização por imigrantes europeus.
A Região Nordeste mantém forte concentração de terras, consequência da monocultura da cana-de-açúcar e do cacau.
A Região Centro-Oeste é tradicional área de concentração de terras e tem por base a pecuária extensiva e a expansão da agricultura de soja, milho e algodão; produz 42% da safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas.



[1] Plantation é um modelo agrícola que predominou no Brasil Colônia a partir do século XV com o uso combinado de grandes extensões de terra (latifúndio), monocultura de cana-de-açúcar, mercado externo e uso exclusivo do trabalho escravo (PRADO JUNIOR, 1970).

Coordenadas geográficas e fusos horários


Coordenadas Geográficas são linhas imaginárias que cortam o planeta Terra nos sentidos horizontal e vertical, servindo para a localização de qualquer ponto na superfície terrestre. Através de uma coordenada geográfica podemos localizar um ponto específico, como uma cidade, região ou país. 

A distância das coordenadas geográficas são medidas em graus, minutos e segundos. Um grau corresponde a 60 minutos, e um minuto corresponde a 60 segundos. Embora nos exercícios de vestibular não seja costume cobrá-los dessa forma (grau, minuto e segundo), sendo apenas informado o grau e minuto.  

Veja alguns exemplos de coordenadas.
1. Rancharia
Latitude: 22º 13' 45" S
Longitude: 50º 53' 35" O

2. Presidente Prudente
Latitude: 22º 07' 32" S
Longitude: 51º 23' 20" O


3. São Paulo
Latitude: 23º 55' 05"S 
Longitude 46º 63' 33''O.

Para estudar a coordenada geográfica é imprescindível decorar os pontos de referência da Rosa dos Ventos. Principalmente os sinônimos como no norte que também podemos chamar de setentrional ou boreal. E assim por diante...

 

Dessa maneira, a coordenada geográfica ou rede coordenada geográfica é formada por dois pontos, a saber:

A) Latitude: 
-São as linhas imaginárias que cortam a Terra no sentido horizontal, também conhecidas como linhas paralelas. 
-O círculo máximo da esfera terrestre, na horizontal, é chamado de linha do Equador

A imagem demonstra os paralelos, tendo como o principal: Linha do Equador, Trópicos de Capricórnio e de Câncer




- A linha do Equador corresponde à latitude 0°, dividindo o planeta em hemisférios Norte e Sul, cuja variação  de graus é de 0 a 90°, tanto ao Norte quanto ao Sul. 


ex.: Cidade de Nova York, Estados Unidos (Latitude: 40°42′51″ N Longitude: 74°00′21″ O)
Cidade de Rancharia, Brasil (Latitude: 22º 13' 45" S Longitude: 50º 53' 35" O)


Latitude ou paralelo é dividido de 0º a 90º N ou de 0º a 90º S


A latitude, além de servir para localização geográfica, é uma ferramente importante para estudar os tipos de clima da Terra (zonas térmicas), pois a incidência de raios solares no planeta é maior nos lugares com latitudes menores, isto é, mais próximas à linha do Equador.




B) Longitude: 
- Linha imaginária da Terra que percorre no sentido vertical, também conhecida como Meridiano, dividindo o mundo em oeste/poente/ocidente e leste/nascente/oriente. 




- A distância das longitudes varia de 0° a 180°, nos sentidos Leste (East) e Oeste (West)


Convenciona-se o Meridiano de Greenwich como ponto de partida, sendo portanto, a localidade de longitude 0°. Assim, tal meridiano divide a Terra em Ocidental (a Oeste) e Oriental (a leste). 
Lembre-se que o nome é originado a partir da cidade real de Greenwich na Inglaterra, cujo local possui um observatório astronômico.



Pelas longitudes é possível identificar e estudar os fusos horários. 

Fusos horários 

Em 1884, num congresso internacional em Washington, EUA. Neste momento estabelecia-se que o tempo padrão teórico, nos diversos países do mundo, seria definido por meridianos espaçados a cada 15º, tendo como origem o meridiano de Greenwich, Inglaterra (Reino Unido). 



1) horários 
Tendo como referência o meridiano de Greenwich, à medida que avançamos 15º para o oeste diminui-se 1 hora. Do mesmo ponto de partida, se avançarmos 15º para leste aumentaremos 1 hora. Perceba que quando nós brasileiros estivermos prestes a inciar a festa do réveillon no dia 31 de janeiro, os japoneses já comemoraram a festa e provavelmente neste horário estarão acordando com ressaca. 

2) Linha internacional de data





A Linha Internacional de Data (LID) é uma linha imaginária que foi estabelecida como padrão/convenção do tempo. Assim, essa linha 


[...] é representada pelo meridiano oposto ao Meridiano de Greenwich e que atravessa o Oceano Pacífico separando o mundo em dois: a leste é um dia a menos do que a oeste dela. Ou seja, quando nos países localizados a oeste (Japão por ex.) da linha internacional de data, for dia 4, nos países localizados a leste (Américas, por ex.) da linha internacional de data, será dia 3. O horário continuará o mesmo (respeitando-se os fusos).
Embora a Linha Internacional de Data não obedeça nenhum padrão científico para sua localidade ou traçado (a linha está situada no meio do Pacífico por ser um dos locais menos habitado do planeta, causando menos transtornos, e seu traçado passa comodamente em volta de algumas ilhas, sendo, portanto, irregular), se faz necessária essa separação de dias diferentes por causa do tamanho da terra.
Explicando, como todos sabemos o sol nasce do leste para o oeste. Desta forma, quando o dia está amanhecendo na China, por exemplo, no Mediterrâneo ainda é noite e ainda vai amanhecer. Assim, sempre haverá uma diferença de horário entre dois lugares localizados em pontos diferentes no planeta e, quanto mais afastados estes dois lugares, maior a diferença. Suponhamos dois lugares diametralmente opostos no globo, enquanto em um deles é dia, no outro já será noite, porque neste lugar onde é noite (mais a oeste da linha internacional de data) o sol “nasceu primeiro” do que no lugar onde ainda é dia.
É como na história de Júlio Verne, “Volta ao Mundo em 80 Dias”: Phileas Fogg, um aventureiro, resolve dar a volta ao mundo em 80 dias e, se utiliza dessa diferença de data para ganhar um dia na corrida. Ele viaja em sentido oeste-leste (saindo de Londres e indo em direção à Índia, e passando por outros lugares até chegar à Inglaterra vindo de Nova York pelo oeste), desta forma, ele ganha um dia durante a viagem. (infoescola)

12/03/2016

Movimento de rotação da Terra

Arquivo em powerpoint


Observamos, nas parábolas representadas no mapa-múndi, a desigual distribuição da luz do dia e, consequentemente, do calor sobre a Terra (figuras 1 e 2) no decorrer do ano ao longo das estações. 



Dimensões da Terra (Geoide)
– Diâmetro polar: 12.713 km
– Diâmetro equatorial: 12.756 km
– Circunferência polar: 40.009 km
– Circunferência equatorial: 40.076 km
– Área da Terra: 148.000.000 km2
– Área das superfícies líquidas: 364.000.000 km2
– Área total da Terra: 512.000.000 km2
– Volume: 1.083.000.000 km3
– Massa: 6 sextilhões de toneladas

Duração do dia na Terra - Repare a diferença de duração do dia à medida que se avança até o polo norte e no polo sul .
A inclinação e a translação da terra são responsáveis pela formação da estação do ano





1º movimento
Rotação: movimento que a Terra descreve em torno de si mesma, de oeste para leste.  - - 23h56m (aproximadamente 24h), 
A duração dos dias e das noites varia segundo as estações do ano e também em função das latitudes.


A rotação da Terra é de oeste para leste

2º movimento da Terra

O movimento de translação é o que a Terra executa em torno do Sol, no período aproximado de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos. 


A Terra executa o movimento de translação ao redor do Sol, conservando o seu eixo de rotação inclinado em relação à perpendicular ao plano da órbita. Assim, o plano da eclíptica mantém com o Equador um ângulo diedro de 23°27’. 

A inclinação do eixo terrestre e o movimento de translação determinam:
– a desigual distribuição de luz e calor na Terra conforme a época do ano, surgindo, em consequência, as estações do ano;
– a desigual duração dos dias e das noites de acordo com a época do ano;
– os solstícios e os equinócios


2. Estação do Ano



Durante o movimento de translação, a exposição dos hemisférios (norte e sul) ao Sol processa-se de maneira desigual, em virtude da inclinação do eixo terrestre.


O equinócio ocorre quando os dias e as noites têm a mesma duração em toda a superfície terrestre.


O solstício ocorre quando os dias e as noites têm a máxima diferença de duração, sendo um mais longo e outro mais curto.


Afélio e periélio





Afélio - O ponto da órbita de um astro do sistema solar em que a sua distância ao sol é máxima.
Periélio- O ponto de menor afastamento de um astro do sistema solar no seu movimento de translação em torno do Sol, e que ocorre em janeiro

3. Radiação solar 


Equinócio 

No equinócio não existe variação de radiação solar. 


Neste período a estação do ano é definida pela primavera e outono. Sendo no dia 21 de março a primavera para o Hemisfério Norte e outono para o Hemisfério Sul. No dia 23 de setembro é marcado para o Hemisfério Norte o outono e para o Hemisfério Sul a primavera. No Brasil, o 23 de setembro é o início do horário de verão. 

Solstício 

Quando é verão no hemisfério Norte, o Sol nunca se põe no polo norte. No polo sul, o Sol nunca nasce, então temos 6 meses de dia no polo norte e 6 meses de noite no polo sul. Já quando for verão no hemisfério Sul, aí acontece o oposto. O polo sul tem 6 meses de dia e o polo norte, 6 meses de noite ininterruptas.








4. Por que as residências em SP com face voltada para o norte são mais valorizadas? 



Justamente porque no inverno as casas receberão maior insolação solar, devido à inclinação aparente do Sol

5) Sol da meia noite


Fenômeno que ocorre nos círculos polares durante o verão, em que o Sol permanece 24 horas em exposição, não se pondo


Imagem em animação com a rotação da terra e o sol da meia noite no circo polar ártico 



Geografia e História


"A história é a geografia no tempo e a geografia é a história no espaço"
(autor desconhecido)

É possível traçar uma relação da Geografia com a História?

http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/geografia/article/viewFile/4627/6839

http://www.ccuec.unicamp.br/revista/infotec/artigos/alice3.html

10/03/2016

Não faltem nas aulas de geografia/cartografia

O que aconteceria se fossemos na rua e mostrássemos um mapa múndi (planisfério) para as pessoas e pedíssemos que localizassem um determinado país ou região? Será que as pessoas saberiam identificar corretamente a localidade dos países? E se a pergunta fosse para políticos?   

Infelizmente, parece que tem pessoas, políticos e até editores de livros didáticos que faltaram na aula de geografia/cartografia na escola. A seguir destaco três vídeos, e entre outros materiais que demonstram a dificuldade de localizar um país ou região. 

1) Veja no vídeo abaixo a matéria do Marcos Pingers, da Rede Atlântida que foi às ruas de Porto Alegre perguntar sobre a localização dos países no Mapa Múndi.

Clique aqui para assistir no youtube



2) Para vermos como o assunto de identificarmos os países ou estados é bem complicado, assistam esta matéria, provavelmente de 2010, da Môniza Iozzi na época do CQC (Custe o que custar).


CQC pergunta aos Deputados onde fica Pernambuco

Clique aqui para assistir no youtube

3) No programa Domingão do Faustão também teve erros. Em 2011, durante uma prova de perguntas  os participantes após passarem por uma etapa de esforço físico, tentaram responder uma pergunta simples, cujas dicas eram:

Que país é esse?
1 – É um país da Europa;
2 – No passado invadiu o Brasil;
3 – Terra das flores e dos moinhos de ventos;
4 – Tirou o Brasil da última Copa;
5 – Na final da Copa perdeu para Espanha;
6 – Seu idioma é o holandês.

A sexta dica mata a charada, mas ao invés de responder Holanda, dois participantes responderam Itália e o outro França.  




4) Você viu? 

2014 - G1 - Erro ortográfico em mapa de livro escolar surpreende mãe em Jundiaí
2009 - Estadão de SP - Livro didático tem erros de grafia de estados brasileiros 

7 filmes que possuem erros de geografia inaceitáveis:
Confira 6 erros de mapa que deram o que falar nas redes sociais

Eliana vira piada na web após erro de geografia no quadro
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