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15/11/2016
22/09/2016
Blocos econômicos e crise da balança comercial brasileira
Esta aula objetiva destacar os principais blocos econômicos ou áreas de comércio que o Brasil se relaciona.
Temas:
Temas:
- União Europeia
- NAFTA
- Mercosul
- BRICS
- Unasul
- TPP
20/09/2016
Acordos multilaterais e as ações no exterior
04/06/2016
Conflitos no Oriente Médio
Nessa aula de hoje vamos ver sobre os conflitos no Oriente Médio. Os conflitos que destacaremos aqui será:
- Guerra Civil no Líbano
- Revolução Islâmica no Irã
- Guerra entre Irã e Iraque
- Invasão Iraquiana no Kuwait
- Afeganistão
- Coalização dos EUA e Reino Unido contra o Iraque
- Primavera Árabe
1.Localização do
Golfo Pérsico, diversidade de regimes políticos e consequência dos conflitos
Em primeiro lugar é necessário destacar que a região do
Golfo Pérsico é estrategicamente importante devido as grandes reservas de
petróleo. Por isso esta região é alvo de disputa por outros países como o
Estados Unidos ou como a Europa Ocidental.
Dessa forma é necessário saber a localização do citado Golfo
Pérsico e dos demais países próximos.
Feito esta análise podemos destacar que a região do Oriente
Médio é tomada por uma instabilidade política causada por sua maioria de
governos antidemocráticos, como: governos autoritários com suas ditaduras,
democracia teocrática[1] e monarquias absolutistas.
Esta instabilidade política provoca um contínuo estado de
beligerância [2]. Ou seja, o Oriente Médio está constantemente em iminência de
guerra ou conflito.
Os conflitos no Oriente Médio são muito preocupantes pois a
área que está cheia de grupos antagônicos pode provocar novos choques do
petróleo, isso é, podem aumentar o preço da venda do petróleo espalhando novas
crises para outras regiões.
Até agora tivemos três crises do petróleo:
A primeira foi em 1973, por causa da guerra de Yom Kippur,
que fez saltar o preço do barril de US$ 2,50 para US$ 11,50.
A segunda crise foi 1979, após a Revolução Islâmica do Irã,
o novo governo cortou o fornecimento do produto tendo aumento de US$36,00
A terceira crise foi em 1990, quando o Iraque invade o
Kuwait, temendo que o fornecimento do óleo fosse cortado, o preço do barril
saltou US$ 40,00.
[1] Teocracia - Forma de governo em que a autoridade, emanada dos deuses ou de Deus, é exercida por seus representantes na Terra (Dicionário Aurélio Século XXI).
[2] Beligerante - Que ou aquele que faz guerra, ou está em
guerra (Dicionário Aurélio Século XXI).
2. Guerra Civil no
Líbano
O Líbano é um país pequeno com quase 16.000 km² e possui uma
população com diversidade religiosa: 40% cristão e 60% muçulmano (entre xiitas,
sunitas e drusos). Desde sua independência política com a França em 1945, o cargo
do governo é dividido a partir da religião: sendo o presidente um cristão e o
muçulmano para primeiro-ministro.
Mesmo com essa intenção de tentar amenizar o conflito o país
entrou numa guerra civil entre libaneses cristãos, apoiados pelos israelenses,
e libaneses muçulmanos, apoiado pelos sírios e palestinos (este foram expulsos
da Jordânia em 1970.
Em 1976 a Síria invade o território do Líbano e Israel, como
resposta, fez várias incursões no sul do país para defender seus aliados. A trégua
da guerra chegou no final em 1991, mas teve seu território desocupado apenas em
1995 pela Síria e em 2000 por Israel.
Entre 2006, o Israel invadiu o Líbano novamente em busca dos
guerrilheiros da Hizbollah (ou Hezbollah).
3. Revolução Islâmica
do Irã (1979)
Desde 1941 quem comandava o Irã era o monarca Mohamed Reza
Pahlavi, chamado de xá (rei), que buscou uma política de modernização econômica
e social aos moldes da cultura ocidental, o que fez aproximar-se dos EUA e
tornarem-se aliados.
De outro lado, uma figura religiosa importante, o aiatolá
Rohollah Khomeini, pregava o fim da monarquia iraniana e liderou entre 1978 e
1979 uma série de lutas que levou a revolução islâmica. Através de um
plebiscito popular foi votado na substituição da forma de governo monárquico
pela forma republicana e elegeram Khomeini como líder. Embora a mudança da
forma de governo, a república foi seguida pela teocracia, ou seja, pelas leis
religiosas, o que fez um governo bem conservador e fundamentalista nas leis
religiosas.
Khomeini transformou o país em uma república teocrática e
declarou-se como autoridade suprema e estabeleceu como inimigo os Estados
Unidos. Por exemplo, Khomeini chegou a comparar os Estados Unidos como o grande
Satã.
Um segundo momento que aumentou a uma animosidade entre Irã
e EUA. Mohamed Pahvali, que havia fugido do Irã em janeiro de 1979, antes da
revolução, retornou em outubro ao Irã, para um tratamento de câncer com a
permissão dos EUA. Estudantes radicais que queriam o ex-xá para um julgamento,
invadiram a embaixada americana em Teerã e renderam 63 funcionários e os
manteve reféns por mais de um ano.
Essa revolução islâmica despertou um receio que a rebeldia se espalhasse nos demais
países de governos antidemocráticos e que incitasse uma série de revoluções. Como consequência, os governos autoritários e antidemocráticos iniciaram a caçar possíveis revolucionários e causando a morte de milhares de pessoas. Como exemplo, podemos citar o caso da Síria (Ver o item Primavera Árabe). E como no caso do Afeganistão, que provocou a invasão da URSS, por medo de perder o governo pró-soviético.
4. A guerra entre Irã
e Iraque (1980-1988)
Em 1975, Saddam Hussein assumiu o governo iraquiano em meio
a um golpe político.
Hussein tinha o interesse de dominar as áreas próximas e
assegurar a relevância no Golfo Pérsico aumentando suas riquezas petrolíferas. E
ainda, o medo que a revolução islâmica fosse um exemplo para um contragolpe no
Iraque fez com que invadisse o Irã em 1980. A invasão teve o apoio dos EUA,
pois, era importante para os yankees terem um governo aliado no Irã, já que a
revolução islâmica no Irã quebrou a relação entre os dois países.
A guerra foi extremamente disputada pelos dois lados e a
mesma acabou com um cessar-fogo em 1988, com praticamente 1,5 milhões de
mortos [3].
Para entender mais sobre a guerra indico a leitura sobre a Guerra
das Cidades
5. A primeira guerra do Golfo: Invasão do Iraque no Kuwait
(1990-1991)
Sob a justificativa dos gastos de quase US$ 100 bilhões com
a guerra de 8 anos com o Irã (ver o ponto anterior) e da grande reserva de petróleo, Saddam Hussein,
presidente do Iraque, invadiu o Kuwait.
Diferente do Irã, o Kuwait representou
pouca resistência e o Iraque logrou êxito na sua ação rapidamente. Contudo, esta ação não agradou os demais países.
No cenário mundial a ONU (Organização das Nações Unidas),
criada para mediar e evitar possíveis conflitos, exigiu a retirada das tropas
iraquianas no Kuwait. Hussein negou o pedido da ONU e manteve seu exército
ocupando Kuwait.
Como resposta, a ONU, enviou tropas em 1991 para expulsar os
iraquianos com a liderança dos EUA e além dos bombardeios que resultaram em mais de 100 mil mortes [4]. Em menos de uma semana houve o cessa-fogo e a desocupação iraquiana em território kuwaitiano.
Após a guerra, Saddam Hussein ainda
manteve-se no poder do Iraque até ser capturado em 2003 pelas forças americanas e enforcado pelos governo iraquiano em 2006 [4].
Logo após a guerra, o Iraque sofreu uma série de revoltas populares de grupos étnicos como os curdos, na região norte, e os xiitas, na região central.
No cenário mundial, o Iraque sofreu um boicote econômico (embargo) por ter resistido e desobedecido à ONU. O país somente retomou a vender petróleo, numa quantidade restrita, em 1994 com autorização da ONU.
6. Afeganistão
O Afeganistão tem aproximadamente 30 milhões de habitantes e
é uma país extremamente pobre e com uma diversidade étnica. Em contrapartida, o
país tem uma importante localização geográfica por situar-se na Ásia central e permitir
acesso as proximidades do Oceano Índico. Além de sua desejável reserva de petróleo
faz esta região ser um alvo de disputadas.
Um aspecto físico do Afeganistão que vale a pena relembrar é
que o país se destaca pelo Hindu Kush, uma cadeia de montanhas com média de 1.800m
de altura. Este relevo montanhoso foi essencial para a resistência das
guerrilhas.
Em consequência da revolução islâmica, a URSS, invadiu o
Afeganistão em 1979 com a intenção de manter o governo aliado e de
garantir uma fronteira contra as revoluções. A ocupação soviética terminou em 1989 sem
conseguir conquistá-lo completamente e após a desocupação o Afeganistão iniciou uma guerra civil.
Nesse período de guerra civil ganha forças o grupo político chamado
de Talebã, grupo de estudiosos do Corão e defensores do teocracismo (governo
regido pelas leis religiosas) no Afeganistão e Paquistão.
Não confunda Talebã e Al Qaeda: ambos
são do Afeganistão, são contra os EUA e por isso até tem uma relação entre si.
Porém é necessário diferencia-los. A principal diferença é que o primeiro, grupo
de estudantes do Corão, age politicamente e o outro é um grupo terrorista, que foi
liderado pelo Osama bin Laden, o mentor do ataque de 11 de setembro.
Fonte: Revista Escola. O que é o Talebã?.
Fonte: Revista Escola. O que é o Talebã?.
Voltando ao período da invasão soviética em 1979, é importante
não se esquecer que vivíamos na Guerra Fria, e por isso, estrategicamente os
EUA apoiaram grupos guerrilheiros de oposição para derrubar o governo
soviético. Um dos grupos de oposição foi o Al Qaeda que teve como liderança o Osama
bin Laden, que foi treinado pela CIA e posteriormente tornou-se inimigo dos norte-americanos
sendo o responsável pelo atentado de 11 de setembro de 2001.
O atentado mudou a situação entre o Afeganistão e os EUA. Quase
um mês após o ataque, no dia 07 de outubro de 2001, os EUA, com apoio de vários
países e consentimento do ONU, invadiram o Afeganistão, derrubaram o governo do
afegão (que era do Talebã) e buscaram destruir os grupos terroristas e inimigos
dos EUA, como o Talebã e Al-Qaeda.
O primeiro grupo, o Talebã, foi mais fácil de localizar pois trata-se
de um grupo político, formal e estruturado no Afeganistão, porém, também abrange o Paquistão. O segundo grupo, o Al-Qaeda, por tratar-se de uma organização guerrilheira, e não formal, é mais difícil de
localiza-la, pois muitos dos terroristas da Al-Qaeda fugiram para o Paquistão.
E no Paquistão, ainda resiste muitos simpatizantes e terroristas deste grupo,
bem como, foi o local onde Osama bin Laden esteve escondido. O governo paquistanês é aliado dos EUA, mas a população local é simpatizante da causa do Talebã, o que dificulta a luta contra o terrorismo.
Apesar dos bombardeios e de tropas americanas e aliadas dominarem
o Afeganistão, o objetivo dos EUA em acabar com o terrorismo ou Al-Qaeda, não
deu certo por conta da dispersão dos terroristas em território paquistanês.
Leitura complementar:
- 8 de outubro de 2001 - Veja as
principais intervenções militares dos EUA no mundo
Em maio de 2011, forças especiais americanas localizaram Osama
bin Laden em território paquistanês e neutralizaram o líder. Contudo, a morte
do líder não finalizou a guerra e milícias do Taleban responderam atacando as
forças aliadas aos americanos na região.
O desgaste com a guerra do Afeganistão e da tão longínqua
ideia de acabar com o terrorismo, fez com que na campanha eleitoral de Barack
Obama prometesse retirar as tropas americanas no Afeganistão. Até hoje as
tropas continuam no Afeganistão.
“Obama
disse que a decisão [de diminuir ritmo
de retirada de tropas dos EUA no Afeganistão] deve
mostrar ao Talibã que o único caminho para se obter a retirada total das tropas
dos EUA é chegar a um acordo com o governo do Afeganistão”
15 de outubro de 2015 - G1
- Obama vai diminuir ritmo de retirada de tropas dos EUA do Afeganistão
É estabelecida uma comparação do não sucesso das incursões norte-americanas
nos Afeganistão com a amarga derrota no Vietnã (1961-1975), aliado da URSS.
Veja o exercício abaixo que reforça essa comparação:
Alegando proteger um governo
amigo, em 1979 a antiga URSS invadiu o Afeganistão. Criticada internacionalmente,
com forte oposição dos EUA, governada por Ronald Reagan, a antiga URSS teve que
enfrentar inúmeras dificuldades, como se atesta no texto [...] a seguir:
O relevo muito acidentado do Afeganistão e os apoios externos permitiram aos afegãos fazer face a 120.000 soviéticos. Apesar das ofensivas, dos bombardeamentos maciços e do recurso às armas químicas, originando um milhão de vítimas, essencialmente civis, e cinco milhões de afegãos condenados ao exílio (sobretudo no Paquistão e no Irã), a URSS não conseguiu vencer os mujahidins. Tal como os Estados Unidos no Vietnã, ela atolou-se no “lamaçal afegão”: perto de 15.000 soldados soviéticos foram mortos durante os nove anos do conflito, a imagem de protetora dos “povos oprimidos” ficou arruinada e os limites do seu poderio postos em evidência.
Assim, é correto pensar que
a) o governo dos EUA fez todos os esforços para ajudar a
antiga URSS.
b) os principais inimigos a lutar contra os soldados
soviéticos foram as milícias do Paquistão.
c) a guerra envolveu apenas meios militares lícitos.
d) o Afeganistão foi uma espécie de Vietnã da URSS,
comparando à derrocada dos EUA no Sudeste Asiático.
e) a intervenção soviética no Afeganistão fortaleceu a
imagem da URSS de protetora dos povos oprimidos.
Resolução
Tal
qual os EUA no Vietnã, a URSS enfrentou uma guerra de guerrilhas no Afeganistão
para a qual seu exército não estava devidamente preparado. Resposta D
7. Coalização dos EUA e Reino Unido contra o Iraque
Em 2003, os EUA acusou o Iraque de desenvolver armas de destruição em massa e que estaria apoiando grupos terroristas. Os EUA, junto com os britânicos, enviou tropas para derrubar o governo de Saddam Husseim.
As consequências levaram a criação de um “posto avançado” dos EUA na área que possui a maior reserva de petróleo do mundo, impondo os seus interesses na região.
As consequências levaram a criação de um “posto avançado” dos EUA na área que possui a maior reserva de petróleo do mundo, impondo os seus interesses na região.
8. Primavera Árabe
Primavera Árabe
Por Maria da Glória Gohn*
A onda de mobilizações que
veio a ser denominada Primavera Árabe iniciou-se na Tunísia, em 2010,
espalhando-se para o Egito, Líbia, Iêmen, Síria etc. “Dignidade”, segundo
Safatle (2012), foi a palavra fundamental que guiou os manifestantes tunisianos
em janeiro de 2011. O autor prossegue citando Hamadi Redissi (2011) que disse:
Quem fez a revolução foram jovens diplomados e desempregados, ciberativistas e
sindicatos” (Safatle, 2012, ilustríssima, p.6). Segundo registros na imprensa
escrita, uma mulher blogueira teve um papel fundamental na Tunísia: Lina Bem
Mhenini. Ela criou um blog em 2007 e escrevia sobre censura, direitos
femininos, direitos humanos e liberdade de expressão. Dado o tom de seus temas,
seu site foi bloqueado e a polícia fez buscas em sua casa e levou todo seu
material de conexão com as mídias e redes sociais. Em 2010, ela voltou à tona,
fotografando protestos e a violência contra os manifestantes, inclusive mortes.
Um vendedor de frutas, Mohamed Sidi Bouazizi, autoimolou-se em protesto contra
o confisco de suas mercadorias, pelo fato de não ter licença para vendê-las.
Ela registrou o fato e colocou tudo na internet, rompendo com o apagão
mediático imposto pela censura de Bem Ali. Também teve papel importante o blog
Nawaat, de Astrubal. Autoritarismo do regime político, repressão, conflito
religiosos e economia em crise foram os motores explosivos da revolta. Após
dois anos, os acontecimentos revelaram sua complexidade e dificuldades para a
realização de um regime democrático dada a fragmentação social, a falta de
lideranças com projetos claros e a confusão entre regime político e religioso,
com a política sufocada pela religião e a tendência à islamização da sociedade.
A Tunísia teve um papel fundamental ao derrubar o ditador Zine Abedine Bem Ali.
A Revolução de Jasmin, como ficou
conhecida, leva o crédito de ter inspirados outros países árabes, no movimento
Primavera Árabe.
O Egito, o mais importante
país do mundo árabe, foi o primeiro a seguir o caminho da Tunísia. Uma grande
mobilização popular levou à derrubada do dirigente Mubarak, que permaneceu no
poder por trinta anos. Segundo Davis (2012), “’pão’ foi a primeira
reivindicação dos protestos na Praça Tahir, a palavra ecoa na Primavera Árabe
com quase igual intensidade que no outubro russo”. Eles promoveram atos
públicos e ocupações. Um manifestante afirmou: “Fomos oprimidos por anos até
que explodimos”. .
* Socióloga
GOHN, Maria da Glória Gohn.
Primavera Árabe. In: _______.Sociologia dos movimentos sociais. São Paulo:
Cortez. 2013. p.27-
Referências
OBJETIVO. Material didático. 2016.
MARINA, Lúcia; RIGOLIN, Tércio. Série Novo Ensino Médio: Geografia. 2ª edição. São Paulo: Editora Ática, 2005.
3] PARKER, Philip. A Guerra Irã-Iraque. In: ______. Guia ilustrado Zahar: História Mundial. Tradução: Maria Alice Máximo. Rio de Janeiro: ZAHAR, 2011. p.391.
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Síria
29/05/2016
Questão da Palestina e do Estado de Israel
1. Introdução
Antes de entender o problema político entre Palestina e
Israel é necessário recuperar a história da região da Palestina. Em primeiro
lugar, a palestina é a região próxima da costa leste do Mar Mediterrâneo. Atualmente, as áreas palestinas são a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
2. O processo histórico
A região da Palestina desde a Antiguidade vem sendo palco da
ação de potências que se sucedem com o passar do tempo.
A seguir uma cronologia dos acontecimentos envolvendo os palestinos e sua guerra contra os judeus em busca da Palestina.
1517 até 1917 - o território da Palestina é controlado pelo Império Turco-Otomano.
1918 - o território passa a ser controlado pelos Ingleses. Na região a principal ocupação era do povo árabe, embora, vários grupos de judeus começaram a se instalar na região com o
intuito de conquistar a “terra prometida”, conforme o texto do Velho Testamento (ver o sionismo).
O Sionismo surgiu no século XIX e foi um movimento político
e religioso que lutava pela criação de um Estado judeu
1946 - A Inglaterra renúncia o seu mandato sobre a Palestina
1947 - A ONU decidi criar o Estado de Israel a partir do Plano de
Partilha na Palestina, com a intenção de assentar judeus no território
dos árabes. A partilha previa uma divisão de estaduo Judeu com 55% da Palestina e um estado árabe em 44% e uma zona internacional como Jerusalém e Belém. Os sionistas aprovam o plano e os árabes recusam
3. O conflito árabe-israelense
Com a criação do Estado de Israel, em 1948, foi estabelecido pela ONU um espaço para a criação de um Estado de menor dimensão para os árabes palestinos. Estes, por sua vez, não aceitavam dividir a Palestina com os judeus,o que proporcionou diversos conflitos. A seguir destacamos:
1956 - Guerra de Suez - guerra de Israel (com apoio da França e da Inglaterra) contra a nacionalização do porto no Egito
Ver mapa da importância do canal de Suez (clique aqui)
1959 – Criado a Al-Fatah, o Movimento de Libertação Nacional
da Palestina
1964 - criação da Organização pela Libertação do Estado da
Palestina (OLP), única representante legal dos palestinos. Yasser Arafar, líder
da Al-Fatah, também era da líder da OLP.
1967 - Guerra dos Seis Dias - em que Israel tomou terras de
três países árabes, alegando defender-se de um ataque iminente. Os territórios
e os países são: a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, do Egito; a
Cisjordânia, da Jordânia; e as colinas de Golã, da Síria;
![]() |
| Podemos perceber pelos mapas que a palestina perdeu seu território e encolhido. Veja no final desta postagem um gif que mostra o recuo das terras palestinas e o avanço das terras israelenses. |
1973 - Guerra do Yom Kippur - tentativa do Egito, Síria e
Jordânia de retomar os territórios ocupados em 1967; dessa guerra originou-se a
primeira crise do petróleo (1974);
1982 - invasão do Líbano, com ocupação israelense do sul do
país, a pedido do então presidente libanês, o que transformou o pequeno vizinho
de Israel num palco de guerra contra a Síria e com grupos palestinos que, de bases
no sul do Líbano, atacaram o norte de Israel;
1987 – Intifada, ou, a “guerra das pedras”, foi a ação
popular palestina contra a presença israelense nos territórios de Gaza e
Cisjordânia na luta pelo Estado Palestino. Nesse momento surge o Hamas, cuja
palavra significa em árabe Movimento de Resistência Islâmica.
Consequência: autoridades israelenses e palestinas iniciaram
conversações de paz gerando o Acordo de Oslo.
1993 – Acordo de Oslo – Reunião com os líderes Rabin
(Israel), Bill Clinton (EUA) e Yasser Arafat (Palestina), tendo as seguintes consequências:
-Criação da Autoridade Nacional Palestina (AP ou ANP), que substituía
a OLP, sobe liderança de Yasser Arafat. Nesse período ganha força as
organizações como FATAH na Cisjordânia.
-Início do acordo para a efetivação da criação do Estado
Palestino na faixa de Gaza e na cidade de Jericó na Cisjordânia.
-Retirada gradativa de tropas israelenses na Faixa de Gaza e
na Cisjordânia.
Atritos que impulsionaram outros conflitos: a demora em
devolver os territórios e retirar os israelenses.
1995 - Assassinato de Rabin por um fanático judeu em 1995
por ter “supostamente traído” Israel – A população israelense é em geral contra
o acordo.
Situação de Jerusalém: os palestinos exigem que a capital de
Israel seja partilhada também. É relevante destacar que Jerusalém é o berço das
três religiões monoteístas, e alvo de interesse e ainda que a capital pertencia
a Palestina no Plano de Partilha de 1947.
2000 – Nova ação popular contra o exército– 2ª Intifada – Aumento
de ataques terroristas – construção do muro que separa a Cisjordânia de Israel
(o muro tem 600km de extensão e 8 metros de altura)
2004 – morte do líder árabe, Arafat. Na palestina o grupo
Hamas se populariza e substitui a liderança. Nesse momento aumentam-se os
ataques terroristas.
2009 – Hamas lança mísseis e foguetes sem alvo específico em
Israel, causando mortes e ferimentos na população. Israel invade Faixa de Gaza e
revida tendo uma ação desproporcional de forças e matando milhares de árabes e
destruindo prédios, escolas, hospitais. Este ataque israelense foi mundialmente
repudiado devido a sua força desmedida.
2010 – Israel pretendeu construir novos assentamentos
judaicos, o que contradiz o acordo de Paz de 1967 e gerou críticas de diversos
líderes políticos, como Barack Obama dos EUA.
O Brasil e a Argentina reconhecem a legitimidade do Estado
Palestino segundo as fronteiras do Plano da Partilha de 1947. São praticamente 100
países que reconhecem a existência da Palestina enquanto país. (http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/os-paises-que-reconhecem-a-palestina-como-estado)
2014 – em junho de 2014, três jovens israelenses que pediam
carona na região da Cisjordânia, que tem o governo controlado pela Al-Fatah,
foram raptados e mortos. Israel invadiu a Faixa de Gaza, local do grupo Hamas,
cujo grupo havia estabelecido um acordo com a Fatah da Cisjordânia. Da Cisjordânia
eram lançados misseis em direção à Israel. Em agosto foi estabelecido um acordo
de paz.
Fontes:
CONFLITO NA PALESTINA: REVISÃO DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS
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Fatah,
Geopolítica,
gif,
Hamas,
Israel,
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sionismo,
suez
28/05/2016
Oriente Médio: Quadro socioeconômico
Alta diversidade étnica
É necessário entender que o Oriente Médio tem uma alta diversidade étnica. Lembre-se que etnia significa:
"População ou grupo social que apresenta relativa homogeneidade
cultural e linguística, compartilhando história e origem comuns" (Dicionário Aurélio Século XXI)
De 16 países do Oriente Médio, 11 países são de origem árabe
e o restante são o que chamamos de países não-arábes.
Os principais países árabes são Arábia Saudita, Emirados
Árabes Unidos, Síria e Palestina (deste parte dela é composta por judeus)
O grupo de não-arábes, maioria populacional no Oriente
Médio, é formado por Turquia (otomano), Irã (persas), Afeganistão (pashtuns,
tadjiques, Azarás e Uzbeques)
Além desses temos os curdos que não possuem um país autônoma e habitam diversos territórios como a Turquia, Síria, Armênia, Iraque e Irã. Atualmente, está tendo
A população total do oriente médio é de 300 milhões de habitantes
em 16 países. Somente em Israel tem 7 milhões de habitantes, sendo 5 milhões de
judeus e quase 2 milhões de árabes.
Homogeneidade religiosa
O Oriente Médio é o berço das três principais religiões monoteístas. É relevante saber suas principais diferenças.
- Judaísmo - Professada pelos israelenses, é uma das mais antigas religiões da Terra (possui mais de 50 séculos de história)
- Cristianismo – Concentração na Europa. Dividida em: Catolicismo romano, Catolicismo ortodoxo e Protestantismo.
- Islamismo – São os chamados muçulmanos. Dividido entre sunitas e xiitas.
Sunitas:
representa a maioria do povo islâmico
Xiitas: minoria do
povo islâmico mas concentra-se no Irã e Iraque
Entenda a expansão do cristianismo e do islamismo no Oriente Médio
Vídeo – entenda a diferença entre xiitas e sunitas
ISLAMISMO: Sunitas e Xiitas
Vídeo – Iraque: xiitas, sunitas e curdos
A origem do conflito religioso no Oriente Médio é antiga conforme veremos nas próximas aulas. Em geral, podemos destacar como os principais conflitos:
Xiitas iraquianos X minoria sunita
Judeus X árabes palestinos
Libaneses cristãos X Libaneses muçulmanos
Aspectos econômicos
O Oriente médio tem pouca produtividade agrícola devido aos
desertos, ao clima quente e seco e da constante falta de água. Porem algumas regiões
se destacam em alguns produtos. Por exemplo, na região da mesopotâmia a
produção destacada é o arroz, trigo e cana-de-açúcar. Na região de clima mediterrâneo
é destaque a oliveira e a videira, no Líbano e Síria, o fumo e o figo, na
Turquia, e a tâmara e o damasco, no Iraque.
A pecuária na região é simplesmente de pastoreio em áreas
estépicas e oásis das regiões desérticas, com a criação de carneiros, cabras,
camelos e dromedários.
A maior atividade econômica é relativa ao comércio e serviços.
A atividade industrial
Israel se destaca na região pela produção industrial e da
utilização de técnicas avançadas de produção agrícola com irrigação obtida de
poços artesianos, das águas do Rio Jordão e do Mar Morto, mediante o processo
de dessalinização. O Deserto de Neguev, no sul de Israel, é hoje produtor de
frutas cítricas, cereais e flores.
O grande destaque do Oriente Médio é a produção petrolífera
que é responsável pelo fornecimento de 1/3 da produção mundial.
A região tem sua abundancia petrolífera devido a uma dobra tectônica
que provocou o aparecimento na superfície um imenso lençol petrolífero formado
numa área de acumulação marinha.
OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) foi
criada em 14 de setembro de 1960, na Conferência de Bagdá.
A OPEP é uma
organização intergovernamental que tem como objetivo a centralização da
elaboração das políticas sobre a produção e venda do petróleo dos países
integrantes.
Ao todo os países membros da OPEP controlam 2/3 da produção de petróleo.
A sede da organização está localizada em território neutro como a Viena,
na Áustria.
Atualmente, os países membros da OPEP são: Argélia, Angola,
Equador, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Catar, Arábia
Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. A Indonésia suspendeu a sua
adesão em janeiro de 2009.
Obs: os países sublinhados são os pertencentes ao Oriente Médio.
Em inglês a organização é chamada de Organization of the Petroleum Exporting Countries (OPEC). Acesse a página da OPEC aqui.
Fontes:
Mundo Estranho -
OPEP http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/opep.htm
BBC - Diferenças entre sunitas e xiitas - http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160104_diferencas_sunitas_xiitas_muculmanos_lab
Uol - Entenda o
conflito entre Sunitas e Xiitas - https://www.youtube.com/watch?v=muKwBYACLNc
Guia do Estudante - Islamismo: Como surgiu a divisão entre
sunitas e xiitas - http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/confira-como-surgiu-divisao-sunitas-xiitas-696521.shtml
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