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14/06/2016

Resolução exercícios propostos – 1º Ensino Médio - Oriente médios, Questão Palestina e Israel e conflitos religiosos

Resolução dos exercícios propostos para prova mensal


Ásia Ocidental ou Oriente Médio: quadro natural 

1. C
2. B
3. D
4. A

5.1) Arábia Saudita 2) Iraque 3) Irã. Predomínio de climas áridos e semiáridos com grande amplitude térmica. São grandes exportadores de petróleo e membros da OPEP

6. a) Península de Anatólia (Turquia), Mares Negro, Mediterrâneo e Cáspio. b) Península Arábica e Oceano Índico. c) Cadeia do Hindu Kush, entre o Afeganistão e o Paquistão. d) Mar Vermelho, entre a África e a Península Arábica. 

7. E
8. D

Oriente Médio: quadro socioeconômico 

1. a) islamismo e sunita b) islamismo e cristianismo ortodoxo c) judaísmo e islamismo (árabes) d) islamismo xiita e minoria sunita

2) Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes

3) na Ásia: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Catar e Emirados Árabes. 
Sudeste Asiático: a Indonésia. 
Quatro na África: Líbia, Argélia, Nigéria e Angola. 
Dois na América: Venezuela e Equador

4) Predomínio de climas áridos e baixo padrão socioeconômico.
5) C
6) D
7) E
8) C

Questão da Palestina e Israel
1. D
2. E
3. B
4. E
5. C


Conflitos no Oriente Médio

1. C

2. Área A: Estreito de Ormuz, estratégica, por passagem de petroleiros do Golfo Pérsico para o Oceano Índico
Área B: Canal de Suez, estratégico por interligar os Mares Mediterrâneo e Vermelho, serviu como rota de petroleiros até a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

3. A Revolução Islâmico do Irã foi a derrubada do governo imperial, liderado pelo xá Reza Pahveli, pela população e pelo clero iraniano. Em seu lugar é colocado o líder xiita, o aiatolá Khomeini, que transforma o país numa república teocrática.


Comentário 1: Sei que na apostila está escrito o seguinte, quando trata sobre a revolução islâmica: “O Irã assistiu entre 1978 e 1979 a uma revolução de cunho religiosos...” (p.188). Acontece que se analisarmos rigorosamente, a Revolução Islâmica foi feita pela população e clero iraniano, ou seja, o Irã de fato não assistiu e sim participou diretamente da revolução. Perceba que a palavra “assistir” traz uma ideia de “acompanhar, ver visualmente” e que parece que a população iraniana não tenha participado da revolução ou que a autoria da revolução seja de outro grupo.
Comentário 2: A questão questiona sobre a revolução islâmica (a derrubada de Pahveli e a entrada do Khomeini que instalou uma república islâmica e conservadora). Alguns alunos completaram a questão comentado sobre o conflito do país com os EUA/Iraque (que na verdade, este conflito com os norte-americanos trata-se de outra guerra: Guerra Irã-Iraque)

4.     As causas do Conflito do Golfo podem ser entendida como a pretensão de Saddam Hussein, chefe de estado do Iraque, em conquistar o Kuwait pelas jazidas petrolíferas na região, buscando anexar seu território. 


5. A) Os EUA alegavam que o Iraque ameaçava a paz na região por desenvolver armas de destruição em massa e apoiar grupos terroristas. 

b) A intervenção norte-americana no Oriente Médio significou a instalação de um “posto avançado” dos EUA na área que possui a maior reserva de petróleo do mundo, impondo os seus interesses na região. 

6. A

7. D 

8. D

9 Verdadeiros: I, II, IV. 

Falso: III. Foi comprovado o uso de arma química na Síria, como o gás de mostarda. Quanto ao responsável pelo uso, o governo sírio ou os rebeldes, os dois grupos colocam a culpa no outro.


“[...] O governo sírio e a oposição acusam um ao outro do uso de armas químicas, proibidas pelo direito internacional”.


RESOLUÇÃO DOS TC'S 


MÓDULO 25 ÁSIA OCIDENTAL OU ORIENTE MÉDIO: QUADRO NATURAL

1) Região onde predominam planaltos, clima desértico e vegetação xerófita, com hidro grafia bastante pobre.

2) a) Região estratégica onde se realizava o fluxo comercial de petróleo do Oriente para a Europa, via Mediterrâneo. b) Região estratégica, na saída do Golfo Pérs  ico, onde ocorre o maior trânsito de petroleiros. c) Região de desembocadura dos Rios Tigre e Eufrates, delimi tando terras iraquianas e iranianas, rica em petró leo, motivo de disputa entre os dois países na Guerra Irã/Iraque.

3) Clima desértico, que se caracteriza por apresentar elevada amplitude térmica entre a noite e o dia (de 50°C a 0°C) e baixíssimos índices pluviométricos (menos de 250mm/ano).

4) Vegetação xerófita acompanhada por grande número de cactáceas. Junto ao litoral, podemos encontrar o garrigue (formação residual).

5) Os terrenos do Oriente Médio são de formação recente (terciár io) na sua porção setentrional, o que resulta em sistemas de grande envergadura, sujeitos a terremotos (Turquia, Irã).

6) Os climas áridos observados no Oriente Médio têm sua origem em massas de ar seco que sopram do Saara (África) em direção ao interior da Ásia, interferindo na pluviosidade.

7) mediterrâneo/secos/úmidos/garrigue ou maquis/Europa

8) Afeganistão

9) E. O texto expressa a sobreposição do dominador sobre o dominado no seu último parágrafo quando afirma: “abrindo caminho para a destruição física dos vilarejos, das casas, das plantações e da cultura árabe palestina”.

MÓDULO 26 ORIENTE MÉDIO: QUADRO SOCIOECONÔMICO

1) Foram momentos com ocorrências de aumentos sucessivos do preço do petróleo, a partir de 1973, causando uma crise mundial de inflação. Causas: conflitos do Oriente Médio e desejo de maior lucro por parte dos produtores. Consequências: inflação mundial, necessidade de racionamento, endivida mento de países importadores subdesenvolvidos, busca de novas áreas de produção e de novas opções energéticas.

2) Ela resulta em conflitos quando um grupo tenta impor-se a outro em função de diferenças religiosas ou étnicas.

3) Apresenta uma população dispersa, nômade, concentrada nos locais onde existe água. Apresenta também grande crescimento populacional e grande diversidade étnica e religiosa (cristianismo, judaísmo e islamismo).

4) Há duas formas: as atividades populares, concentradas no pastoreio nômade e no comércio, e as atividades estatais, geralmente relacionadas à exploração de petróleo.

5) É a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Tem por política estabelecer um preço comum para o petróleo pro duzido pelos membros, que são Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Catar, Emirados Árabes, Venezuela, Argélia, Líbia, Nigéria, Indonésia, Equador e Angola.

6) a) petróleo b) agricultura (cítricos, trigo, flores), produtos industriais c) petróleo d) frutas mediterrâneas

7) E 

8) D 

9) D

MÓDULO 27 QUESTÃO PALESTINA E ISRAEL

1) A – Líbano; B – Colinas de Golã; C – Cisjordânia; D – Rio Jordão; E – Mar Morto; F – Deserto de Neguev; G – Península do Sinai; H – Golfo de Ácaba; I  – Faixa de Gaza; J – porto de Eilat. A região em questão é a Palestina, porção ocidental do Oriente Médio.

2) A OLP é a Organização para a Libertação da Palestina, criada em 1963 como terrorista e que, com o passar do tempo, passou a representar os interesses dos povos palestinos. Ela se constituiu em um partido que governou a Palestina dentro da Autoridade Palestina até 2005.

3) A Intifada é a revolta popular palestina contra a situação de impasse pela não criação do Estado da Palestina. A primeira Intifada ocorreu entre 1987 e 1994 e a segunda teve início em 2002 e se estende, de forma descontínua, até hoje.

4) Yasser Arafat foi o líder dos palestinos que conduziu as negociações para a criação da Palestina, governando, com a OLP, a Autoridade Nacional Palestina até a sua morte, em 2004.

5) É uma situação de tensão, com ataques terroristas promovidos por grupos palestinos radicais e contra-ataques punitivos israelenses, bombardeando o território palestino.

6) C

7) Desde a criação de Israel, em 1947, não houve paz nessa região, sendo que a cidade de Jerusalém é considerada sagrada tanto pelos muçulmanos como pelos judeus e é reivindicada como capital pelos dois Estados. Resposta: D

MÓDULO 28 CONFLITOS DO ORIENTE MÉDIO

1) O Irã vivia um conflito devido à transição do governo do Xá Reza Pahlevi para o poder do Aiatolá Khomeini.

2) Disputa pelo Estuário do Chatt-el-Arab (ao norte do Golfo Pérsico) entre 1980 e 1988.

3) Predomínio da vertente islâmica xiita.

4) A invasão dos aliados norte-americanos e ingleses entre março e abril de 2003 sob a acusação de que o governo iraquiano escondia “armas de destruição em massa”, em razão das quais era investigado pela ONU. Os EUA estabeleceram um ultimato que o Iraque supostamente não cumpriu e por isso foi invadido. O ditador foi capturado e posteriormente executado.

5) Maior reserva de petróleo do mundo. Passagem de petroleiros.

6) As guerras citadas envolveram judeus, palestinos e árabes em luta pelo mesmo território da Palestina. O fortalecimento da OPEP e o aumento do preço do petróleo marcaram a crise do petróleo, usado como arma contra a economia mundial, para chamar a atenção sobre a questão palestina.


7) Irã 

8) C

04/06/2016

Conflitos no Oriente Médio

Nessa aula de hoje vamos ver sobre os conflitos no Oriente Médio. Os conflitos que destacaremos aqui será:
  1. Guerra Civil no Líbano
  2. Revolução Islâmica no Irã
  3. Guerra entre Irã e Iraque
  4. Invasão Iraquiana no Kuwait
  5. Afeganistão
  6. Coalização dos EUA e Reino Unido contra o Iraque
  7. Primavera Árabe


1.Localização do Golfo Pérsico, diversidade de regimes políticos e consequência dos conflitos

Em primeiro lugar é necessário destacar que a região do Golfo Pérsico é estrategicamente importante devido as grandes reservas de petróleo. Por isso esta região é alvo de disputa por outros países como o Estados Unidos ou como a Europa Ocidental.

Dessa forma é necessário saber a localização do citado Golfo Pérsico e dos demais países próximos.

Feito esta análise podemos destacar que a região do Oriente Médio é tomada por uma instabilidade política causada por sua maioria de governos antidemocráticos, como: governos autoritários com suas ditaduras, democracia teocrática[1] e monarquias absolutistas.

Esta instabilidade política provoca um contínuo estado de beligerância [2]. Ou seja, o Oriente Médio está constantemente em iminência de guerra ou conflito.

Os conflitos no Oriente Médio são muito preocupantes pois a área que está cheia de grupos antagônicos pode provocar novos choques do petróleo, isso é, podem aumentar o preço da venda do petróleo espalhando novas crises para outras regiões.
Até agora tivemos três crises do petróleo:
A primeira foi em 1973, por causa da guerra de Yom Kippur, que fez saltar o preço do barril de US$ 2,50 para US$ 11,50.
A segunda crise foi 1979, após a Revolução Islâmica do Irã, o novo governo cortou o fornecimento do produto tendo aumento de US$36,00
A terceira crise foi em 1990, quando o Iraque invade o Kuwait, temendo que o fornecimento do óleo fosse cortado, o preço do barril saltou US$ 40,00.

[1] Teocracia - Forma de governo em que a autoridade, emanada dos deuses ou de Deus, é exercida por seus representantes na Terra (Dicionário Aurélio Século XXI).
[2] Beligerante - Que ou aquele que faz guerra, ou está em guerra (Dicionário Aurélio Século XXI).

2. Guerra Civil no Líbano

O Líbano é um país pequeno com quase 16.000 km² e possui uma população com diversidade religiosa: 40% cristão e 60% muçulmano (entre xiitas, sunitas e drusos). Desde sua independência política com a França em 1945, o cargo do governo é dividido a partir da religião: sendo o presidente um cristão e o muçulmano para primeiro-ministro.

Mesmo com essa intenção de tentar amenizar o conflito o país entrou numa guerra civil entre libaneses cristãos, apoiados pelos israelenses, e libaneses muçulmanos, apoiado pelos sírios e palestinos (este foram expulsos da Jordânia em 1970.

Em 1976 a Síria invade o território do Líbano e Israel, como resposta, fez várias incursões no sul do país para defender seus aliados. A trégua da guerra chegou no final em 1991, mas teve seu território desocupado apenas em 1995 pela Síria e em 2000 por Israel.

Entre 2006, o Israel invadiu o Líbano novamente em busca dos guerrilheiros da Hizbollah (ou Hezbollah).

3. Revolução Islâmica do Irã (1979)

Desde 1941 quem comandava o Irã era o monarca Mohamed Reza Pahlavi, chamado de xá (rei), que buscou uma política de modernização econômica e social aos moldes da cultura ocidental, o que fez aproximar-se dos EUA e tornarem-se aliados.

De outro lado, uma figura religiosa importante, o aiatolá Rohollah Khomeini, pregava o fim da monarquia iraniana e liderou entre 1978 e 1979 uma série de lutas que levou a revolução islâmica. Através de um plebiscito popular foi votado na substituição da forma de governo monárquico pela forma republicana e elegeram Khomeini como líder. Embora a mudança da forma de governo, a república foi seguida pela teocracia, ou seja, pelas leis religiosas, o que fez um governo bem conservador e fundamentalista nas leis religiosas.

Khomeini transformou o país em uma república teocrática e declarou-se como autoridade suprema e estabeleceu como inimigo os Estados Unidos. Por exemplo, Khomeini chegou a comparar os Estados Unidos como o grande Satã.

Um segundo momento que aumentou a uma animosidade entre Irã e EUA. Mohamed Pahvali, que havia fugido do Irã em janeiro de 1979, antes da revolução, retornou em outubro ao Irã, para um tratamento de câncer com a permissão dos EUA. Estudantes radicais que queriam o ex-xá para um julgamento, invadiram a embaixada americana em Teerã e renderam 63 funcionários e os manteve reféns por mais de um ano.

Essa revolução islâmica despertou um receio que a rebeldia se espalhasse nos demais países de governos antidemocráticos e que incitasse uma série de revoluções. Como consequência, os governos autoritários e antidemocráticos iniciaram a caçar possíveis revolucionários e causando a morte de milhares de pessoas. Como exemplo, podemos citar o caso da Síria (Ver o item Primavera Árabe). E como no caso do Afeganistão, que provocou a invasão da URSS, por medo de perder o governo pró-soviético. 


4. A guerra entre Irã e Iraque (1980-1988)

Em 1975, Saddam Hussein assumiu o governo iraquiano em meio a um golpe político.

Hussein tinha o interesse de dominar as áreas próximas e assegurar a relevância no Golfo Pérsico aumentando suas riquezas petrolíferas. E ainda, o medo que a revolução islâmica fosse um exemplo para um contragolpe no Iraque fez com que invadisse o Irã em 1980. A invasão teve o apoio dos EUA, pois, era importante para os yankees terem um governo aliado no Irã, já que a revolução islâmica no Irã quebrou a relação entre os dois países.

A guerra foi extremamente disputada pelos dois lados e a mesma acabou com um cessar-fogo em 1988, com praticamente 1,5 milhões de mortos [3].

Para entender mais sobre a guerra indico a leitura sobre a Guerra das Cidades



5. A primeira guerra do Golfo: Invasão do Iraque no Kuwait (1990-1991)

Sob a justificativa dos gastos de quase US$ 100 bilhões com a guerra de 8 anos com o Irã (ver o ponto anterior) e da grande reserva de petróleo, Saddam Hussein, presidente do Iraque, invadiu o Kuwait. 

Diferente do Irã, o Kuwait representou pouca resistência e o Iraque logrou êxito na sua ação rapidamente. Contudo, esta ação não agradou os demais países.   

No cenário mundial a ONU (Organização das Nações Unidas), criada para mediar e evitar possíveis conflitos, exigiu a retirada das tropas iraquianas no Kuwait. Hussein negou o pedido da ONU e manteve seu exército ocupando Kuwait. 

Como resposta, a ONU, enviou tropas em 1991 para expulsar os iraquianos com a liderança dos EUA e além dos bombardeios que resultaram em mais de 100 mil mortes [4]. Em menos de uma semana houve o cessa-fogo e a desocupação iraquiana em território kuwaitiano. 

Após a guerra, Saddam Hussein ainda manteve-se no poder do Iraque até ser capturado em 2003 pelas forças americanas e enforcado pelos governo iraquiano em 2006 [4]. 

Logo após a guerra, o Iraque sofreu uma série de revoltas populares de grupos étnicos como os curdos, na região norte, e os xiitas, na região central. 

No cenário mundial, o Iraque sofreu um boicote econômico (embargo) por ter resistido e desobedecido à ONU.  O país somente retomou a vender petróleo, numa quantidade restrita, em 1994 com autorização da ONU. 



6. Afeganistão
O Afeganistão tem aproximadamente 30 milhões de habitantes e é uma país extremamente pobre e com uma diversidade étnica. Em contrapartida, o país tem uma importante localização geográfica por situar-se na Ásia central e permitir acesso as proximidades do Oceano Índico. Além de sua desejável reserva de petróleo faz esta região ser um alvo de disputadas.




Um aspecto físico do Afeganistão que vale a pena relembrar é que o país se destaca pelo Hindu Kush, uma cadeia de montanhas com média de 1.800m de altura. Este relevo montanhoso foi essencial para a resistência das guerrilhas.

Em consequência da revolução islâmica, a URSS, invadiu o Afeganistão em 1979 com a intenção de manter o governo aliado e de garantir uma fronteira contra as revoluções.  A ocupação soviética terminou em 1989 sem conseguir conquistá-lo completamente e após a desocupação o Afeganistão iniciou uma guerra civil.

Nesse período de guerra civil ganha forças o grupo político chamado de Talebã, grupo de estudiosos do Corão e defensores do teocracismo (governo regido pelas leis religiosas) no Afeganistão e Paquistão.  

Não confunda Talebã e Al Qaeda: ambos são do Afeganistão, são contra os EUA e por isso até tem uma relação entre si. Porém é necessário diferencia-los. A principal diferença é que o primeiro, grupo de estudantes do Corão, age politicamente e o outro é um grupo terrorista, que foi liderado pelo Osama bin Laden, o mentor do ataque de 11 de setembro.

Fonte: Revista Escola. O que é o Talebã?. 

Voltando ao período da invasão soviética em 1979, é importante não se esquecer que vivíamos na Guerra Fria, e por isso, estrategicamente os EUA apoiaram grupos guerrilheiros de oposição para derrubar o governo soviético. Um dos grupos de oposição foi o Al Qaeda que teve como liderança o Osama bin Laden, que foi treinado pela CIA e posteriormente tornou-se inimigo dos norte-americanos sendo o responsável pelo atentado de 11 de setembro de 2001.

O atentado mudou a situação entre o Afeganistão e os EUA. Quase um mês após o ataque, no dia 07 de outubro de 2001, os EUA, com apoio de vários países e consentimento do ONU, invadiram o Afeganistão, derrubaram o governo do afegão (que era do Talebã) e buscaram destruir os grupos terroristas e inimigos dos EUA, como o Talebã e Al-Qaeda.

O primeiro grupo, o Talebã, foi mais fácil de localizar pois trata-se de um grupo político, formal e estruturado no Afeganistão, porém, também abrange o Paquistão. O segundo grupo, o Al-Qaeda, por tratar-se de uma organização guerrilheira, e não formal, é mais difícil de localiza-la, pois muitos dos terroristas da Al-Qaeda fugiram para o Paquistão. E no Paquistão, ainda resiste muitos simpatizantes e terroristas deste grupo, bem como, foi o local onde Osama bin Laden esteve escondido. O governo paquistanês é aliado dos EUA, mas a população local é simpatizante da causa do Talebã, o que dificulta a luta contra o terrorismo. 

Apesar dos bombardeios e de tropas americanas e aliadas dominarem o Afeganistão, o objetivo dos EUA em acabar com o terrorismo ou Al-Qaeda, não deu certo por conta da dispersão dos terroristas em território paquistanês.


Em maio de 2011, forças especiais americanas localizaram Osama bin Laden em território paquistanês e neutralizaram o líder. Contudo, a morte do líder não finalizou a guerra e milícias do Taleban responderam atacando as forças aliadas aos americanos na região.  

O desgaste com a guerra do Afeganistão e da tão longínqua ideia de acabar com o terrorismo, fez com que na campanha eleitoral de Barack Obama prometesse retirar as tropas americanas no Afeganistão. Até hoje as tropas continuam no Afeganistão.

“Obama disse que a decisão [de diminuir ritmo de retirada de tropas dos EUA no Afeganistão] deve mostrar ao Talibã que o único caminho para se obter a retirada total das tropas dos EUA é chegar a um acordo com o governo do Afeganistão”

É estabelecida uma comparação do não sucesso das incursões norte-americanas nos Afeganistão com a amarga derrota no Vietnã (1961-1975), aliado da URSS. Veja o exercício abaixo que reforça essa comparação:

Alegando proteger um governo amigo, em 1979 a antiga URSS invadiu o Afeganistão. Criticada internacionalmente, com forte oposição dos EUA, governada por Ronald Reagan, a antiga URSS teve que enfrentar inúmeras dificuldades, como se atesta no texto [...] a seguir:

O relevo muito acidentado do Afeganistão e os apoios externos permitiram aos afegãos fazer face a 120.000 soviéticos. Apesar das ofensivas, dos bombardeamentos maciços e do recurso às armas químicas, originando um milhão de vítimas, essencialmente civis, e cinco milhões de afegãos condenados ao exílio (sobretudo no Paquistão e no Irã), a URSS não conseguiu vencer os mujahidins. Tal como os Estados Unidos no Vietnã, ela atolou-se no “lamaçal afegão”: perto de 15.000 soldados soviéticos foram mortos durante os nove anos do conflito, a imagem de protetora dos “povos oprimidos” ficou arruinada e os limites do seu poderio postos em evidência.  

Assim, é correto pensar que
a) o governo dos EUA fez todos os esforços para ajudar a antiga URSS.
b) os principais inimigos a lutar contra os soldados soviéticos foram as milícias do Paquistão.
c) a guerra envolveu apenas meios militares lícitos.
d) o Afeganistão foi uma espécie de Vietnã da URSS, comparando à derrocada dos EUA no Sudeste Asiático.
e) a intervenção soviética no Afeganistão fortaleceu a imagem da URSS de protetora dos povos oprimidos.

Resolução
Tal qual os EUA no Vietnã, a URSS enfrentou uma guerra de guerrilhas no Afeganistão para a qual seu exército não estava devidamente preparado. Resposta D


7. Coalização dos EUA e Reino Unido contra o Iraque

Em 2003, os EUA acusou o Iraque de desenvolver armas de destruição em massa e que estaria apoiando grupos terroristas. Os EUA, junto com os britânicos, enviou tropas para derrubar o governo de Saddam Husseim. 

As consequências levaram a criação de um “posto avançado” dos EUA na área que possui a maior reserva de petróleo do mundo, impondo os seus interesses na região. 


8. Primavera Árabe 

Primavera Árabe
Por Maria da Glória Gohn*

A onda de mobilizações que veio a ser denominada Primavera Árabe iniciou-se na Tunísia, em 2010, espalhando-se para o Egito, Líbia, Iêmen, Síria etc. “Dignidade”, segundo Safatle (2012), foi a palavra fundamental que guiou os manifestantes tunisianos em janeiro de 2011. O autor prossegue citando Hamadi Redissi (2011) que disse: Quem fez a revolução foram jovens diplomados e desempregados, ciberativistas e sindicatos” (Safatle, 2012, ilustríssima, p.6). Segundo registros na imprensa escrita, uma mulher blogueira teve um papel fundamental na Tunísia: Lina Bem Mhenini. Ela criou um blog em 2007 e escrevia sobre censura, direitos femininos, direitos humanos e liberdade de expressão. Dado o tom de seus temas, seu site foi bloqueado e a polícia fez buscas em sua casa e levou todo seu material de conexão com as mídias e redes sociais. Em 2010, ela voltou à tona, fotografando protestos e a violência contra os manifestantes, inclusive mortes. Um vendedor de frutas, Mohamed Sidi Bouazizi, autoimolou-se em protesto contra o confisco de suas mercadorias, pelo fato de não ter licença para vendê-las. Ela registrou o fato e colocou tudo na internet, rompendo com o apagão mediático imposto pela censura de Bem Ali. Também teve papel importante o blog Nawaat, de Astrubal. Autoritarismo do regime político, repressão, conflito religiosos e economia em crise foram os motores explosivos da revolta. Após dois anos, os acontecimentos revelaram sua complexidade e dificuldades para a realização de um regime democrático dada a fragmentação social, a falta de lideranças com projetos claros e a confusão entre regime político e religioso, com a política sufocada pela religião e a tendência à islamização da sociedade. A Tunísia teve um papel fundamental ao derrubar o ditador Zine Abedine Bem Ali. A Revolução de Jasmin, como ficou conhecida, leva o crédito de ter inspirados outros países árabes, no movimento Primavera Árabe.

O Egito, o mais importante país do mundo árabe, foi o primeiro a seguir o caminho da Tunísia. Uma grande mobilização popular levou à derrubada do dirigente Mubarak, que permaneceu no poder por trinta anos. Segundo Davis (2012), “’pão’ foi a primeira reivindicação dos protestos na Praça Tahir, a palavra ecoa na Primavera Árabe com quase igual intensidade que no outubro russo”. Eles promoveram atos públicos e ocupações. Um manifestante afirmou: “Fomos oprimidos por anos até que explodimos”. .

* Socióloga 
GOHN, Maria da Glória Gohn. Primavera Árabe. In: _______.Sociologia dos movimentos sociais. São Paulo: Cortez. 2013. p.27-


Referências 

OBJETIVO. Material didático. 2016. 

MARINA, Lúcia; RIGOLIN, Tércio. Série Novo Ensino Médio: Geografia. 2ª edição. São Paulo: Editora Ática, 2005. 

3] PARKER, Philip. A Guerra Irã-Iraque. In: ______. Guia ilustrado Zahar: História Mundial. Tradução: Maria Alice Máximo. Rio de Janeiro: ZAHAR, 2011. p.391. 


29/05/2016

Questão da Palestina e do Estado de Israel

1. Introdução

Antes de entender o problema político entre Palestina e Israel é necessário recuperar a história da região da Palestina. Em primeiro lugar, a palestina é a região próxima da costa leste do Mar Mediterrâneo. Atualmente, as áreas palestinas são a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

2. O processo histórico

A região da Palestina desde a Antiguidade vem sendo palco da ação de potências que se sucedem com o passar do tempo. 

A seguir uma cronologia dos acontecimentos envolvendo os palestinos e sua guerra contra os judeus em busca da Palestina. 

1517 até 1917 - o território da Palestina é controlado pelo Império Turco-Otomano.

1918 - o território passa a ser controlado pelos Ingleses. Na região a principal ocupação era do povo árabe, embora, vários grupos de judeus começaram a se instalar na região com o intuito de conquistar a “terra prometida”, conforme o texto do Velho Testamento (ver o sionismo). 

O Sionismo surgiu no século XIX e foi um movimento político e religioso que lutava pela criação de um Estado judeu 


1946 - A Inglaterra renúncia o seu mandato sobre a Palestina

1947 - A ONU decidi criar o Estado de Israel a partir do Plano de Partilha na Palestina, com a intenção de assentar judeus no território dos árabes. A partilha previa uma divisão de estaduo Judeu com 55% da Palestina e um estado árabe em 44% e uma zona internacional como Jerusalém e Belém.  Os sionistas aprovam o plano e os árabes recusam


3. O conflito árabe-israelense





Com a criação do Estado de Israel, em 1948, foi estabelecido pela ONU um espaço para a criação de um Estado de menor dimensão para os árabes palestinos. Estes, por sua vez, não aceitavam dividir a Palestina com os judeus,o que proporcionou diversos conflitos. A seguir destacamos:

1956 - Guerra de Suez - guerra de Israel (com apoio da França e da Inglaterra) contra a nacionalização do porto no Egito


Ver mapa da importância do canal de Suez (clique aqui) 

1959 – Criado a Al-Fatah, o Movimento de Libertação Nacional da Palestina

1964 - criação da Organização pela Libertação do Estado da Palestina (OLP), única representante legal dos palestinos. Yasser Arafar, líder da Al-Fatah, também era da líder da OLP.

1967 - Guerra dos Seis Dias - em que Israel tomou terras de três países árabes, alegando defender-se de um ataque iminente. Os territórios e os países são: a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, do Egito; a Cisjordânia, da Jordânia; e as colinas de Golã, da Síria;


Podemos perceber pelos mapas que a palestina perdeu seu território e encolhido. Veja no final desta postagem um gif que mostra o recuo das terras palestinas e o avanço das terras israelenses.  

1973 - Guerra do Yom Kippur - tentativa do Egito, Síria e Jordânia de retomar os territórios ocupados em 1967; dessa guerra originou-se a primeira crise do petróleo (1974);

1982 - invasão do Líbano, com ocupação israelense do sul do país, a pedido do então presidente libanês, o que transformou o pequeno vizinho de Israel num palco de guerra contra a Síria e com grupos palestinos que, de bases no sul do Líbano, atacaram o norte de Israel;

1987 – Intifada, ou, a “guerra das pedras”, foi a ação popular palestina contra a presença israelense nos territórios de Gaza e Cisjordânia na luta pelo Estado Palestino. Nesse momento surge o Hamas, cuja palavra significa em árabe Movimento de Resistência Islâmica.
Consequência: autoridades israelenses e palestinas iniciaram conversações de paz gerando o Acordo de Oslo.


1993 – Acordo de Oslo – Reunião com os líderes Rabin (Israel), Bill Clinton (EUA) e Yasser Arafat (Palestina), tendo as seguintes consequências:  
-Criação da Autoridade Nacional Palestina (AP ou ANP), que substituía a OLP, sobe liderança de Yasser Arafat. Nesse período ganha força as organizações como FATAH na Cisjordânia.
-Início do acordo para a efetivação da criação do Estado Palestino na faixa de Gaza e na cidade de Jericó na Cisjordânia.
-Retirada gradativa de tropas israelenses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Atritos que impulsionaram outros conflitos: a demora em devolver os territórios e retirar os israelenses.

1995 - Assassinato de Rabin por um fanático judeu em 1995 por ter “supostamente traído” Israel – A população israelense é em geral contra o acordo.

Situação de Jerusalém: os palestinos exigem que a capital de Israel seja partilhada também. É relevante destacar que Jerusalém é o berço das três religiões monoteístas, e alvo de interesse e ainda que a capital pertencia a Palestina no Plano de Partilha de 1947.

2000 – Nova ação popular contra o exército– 2ª Intifada – Aumento de ataques terroristas – construção do muro que separa a Cisjordânia de Israel (o muro tem 600km de extensão e 8 metros de altura)

2004 – morte do líder árabe, Arafat. Na palestina o grupo Hamas se populariza e substitui a liderança. Nesse momento aumentam-se os ataques terroristas.

2009 – Hamas lança mísseis e foguetes sem alvo específico em Israel, causando mortes e ferimentos na população. Israel invade Faixa de Gaza e revida tendo uma ação desproporcional de forças e matando milhares de árabes e destruindo prédios, escolas, hospitais. Este ataque israelense foi mundialmente repudiado devido a sua força desmedida.

2010 – Israel pretendeu construir novos assentamentos judaicos, o que contradiz o acordo de Paz de 1967 e gerou críticas de diversos líderes políticos, como Barack Obama dos EUA.

O Brasil e a Argentina reconhecem a legitimidade do Estado Palestino segundo as fronteiras do Plano da Partilha de 1947. São praticamente 100 países que reconhecem a existência da Palestina enquanto país.  (http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/os-paises-que-reconhecem-a-palestina-como-estado)


2014 – em junho de 2014, três jovens israelenses que pediam carona na região da Cisjordânia, que tem o governo controlado pela Al-Fatah, foram raptados e mortos. Israel invadiu a Faixa de Gaza, local do grupo Hamas, cujo grupo havia estabelecido um acordo com a Fatah da Cisjordânia. Da Cisjordânia eram lançados misseis em direção à Israel. Em agosto foi estabelecido um acordo de paz. 





Fontes: 

CONFLITO NA PALESTINA: REVISÃO DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS
A história da Palestina


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