Mostrando postagens com marcador árabes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador árabes. Mostrar todas as postagens

29/05/2016

Questão da Palestina e do Estado de Israel

1. Introdução

Antes de entender o problema político entre Palestina e Israel é necessário recuperar a história da região da Palestina. Em primeiro lugar, a palestina é a região próxima da costa leste do Mar Mediterrâneo. Atualmente, as áreas palestinas são a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

2. O processo histórico

A região da Palestina desde a Antiguidade vem sendo palco da ação de potências que se sucedem com o passar do tempo. 

A seguir uma cronologia dos acontecimentos envolvendo os palestinos e sua guerra contra os judeus em busca da Palestina. 

1517 até 1917 - o território da Palestina é controlado pelo Império Turco-Otomano.

1918 - o território passa a ser controlado pelos Ingleses. Na região a principal ocupação era do povo árabe, embora, vários grupos de judeus começaram a se instalar na região com o intuito de conquistar a “terra prometida”, conforme o texto do Velho Testamento (ver o sionismo). 

O Sionismo surgiu no século XIX e foi um movimento político e religioso que lutava pela criação de um Estado judeu 


1946 - A Inglaterra renúncia o seu mandato sobre a Palestina

1947 - A ONU decidi criar o Estado de Israel a partir do Plano de Partilha na Palestina, com a intenção de assentar judeus no território dos árabes. A partilha previa uma divisão de estaduo Judeu com 55% da Palestina e um estado árabe em 44% e uma zona internacional como Jerusalém e Belém.  Os sionistas aprovam o plano e os árabes recusam


3. O conflito árabe-israelense





Com a criação do Estado de Israel, em 1948, foi estabelecido pela ONU um espaço para a criação de um Estado de menor dimensão para os árabes palestinos. Estes, por sua vez, não aceitavam dividir a Palestina com os judeus,o que proporcionou diversos conflitos. A seguir destacamos:

1956 - Guerra de Suez - guerra de Israel (com apoio da França e da Inglaterra) contra a nacionalização do porto no Egito


Ver mapa da importância do canal de Suez (clique aqui

1959 – Criado a Al-Fatah, o Movimento de Libertação Nacional da Palestina

1964 - criação da Organização pela Libertação do Estado da Palestina (OLP), única representante legal dos palestinos. Yasser Arafar, líder da Al-Fatah, também era da líder da OLP.

1967 - Guerra dos Seis Dias - em que Israel tomou terras de três países árabes, alegando defender-se de um ataque iminente. Os territórios e os países são: a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, do Egito; a Cisjordânia, da Jordânia; e as colinas de Golã, da Síria;


Podemos perceber pelos mapas que a palestina perdeu seu território e encolhido. Veja no final desta postagem um gif que mostra o recuo das terras palestinas e o avanço das terras israelenses.  

1973 - Guerra do Yom Kippur - tentativa do Egito, Síria e Jordânia de retomar os territórios ocupados em 1967; dessa guerra originou-se a primeira crise do petróleo (1974);

1982 - invasão do Líbano, com ocupação israelense do sul do país, a pedido do então presidente libanês, o que transformou o pequeno vizinho de Israel num palco de guerra contra a Síria e com grupos palestinos que, de bases no sul do Líbano, atacaram o norte de Israel;

1987 – Intifada, ou, a “guerra das pedras”, foi a ação popular palestina contra a presença israelense nos territórios de Gaza e Cisjordânia na luta pelo Estado Palestino. Nesse momento surge o Hamas, cuja palavra significa em árabe Movimento de Resistência Islâmica.
Consequência: autoridades israelenses e palestinas iniciaram conversações de paz gerando o Acordo de Oslo.


1993 – Acordo de Oslo – Reunião com os líderes Rabin (Israel), Bill Clinton (EUA) e Yasser Arafat (Palestina), tendo as seguintes consequências:  
-Criação da Autoridade Nacional Palestina (AP ou ANP), que substituía a OLP, sobe liderança de Yasser Arafat. Nesse período ganha força as organizações como FATAH na Cisjordânia.
-Início do acordo para a efetivação da criação do Estado Palestino na faixa de Gaza e na cidade de Jericó na Cisjordânia.
-Retirada gradativa de tropas israelenses na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Atritos que impulsionaram outros conflitos: a demora em devolver os territórios e retirar os israelenses.

1995 - Assassinato de Rabin por um fanático judeu em 1995 por ter “supostamente traído” Israel – A população israelense é em geral contra o acordo.

Situação de Jerusalém: os palestinos exigem que a capital de Israel seja partilhada também. É relevante destacar que Jerusalém é o berço das três religiões monoteístas, e alvo de interesse e ainda que a capital pertencia a Palestina no Plano de Partilha de 1947.

2000 – Nova ação popular contra o exército– 2ª Intifada – Aumento de ataques terroristas – construção do muro que separa a Cisjordânia de Israel (o muro tem 600km de extensão e 8 metros de altura)

2004 – morte do líder árabe, Arafat. Na palestina o grupo Hamas se populariza e substitui a liderança. Nesse momento aumentam-se os ataques terroristas.

2009 – Hamas lança mísseis e foguetes sem alvo específico em Israel, causando mortes e ferimentos na população. Israel invade Faixa de Gaza e revida tendo uma ação desproporcional de forças e matando milhares de árabes e destruindo prédios, escolas, hospitais. Este ataque israelense foi mundialmente repudiado devido a sua força desmedida.

2010 – Israel pretendeu construir novos assentamentos judaicos, o que contradiz o acordo de Paz de 1967 e gerou críticas de diversos líderes políticos, como Barack Obama dos EUA.

O Brasil e a Argentina reconhecem a legitimidade do Estado Palestino segundo as fronteiras do Plano da Partilha de 1947. São praticamente 100 países que reconhecem a existência da Palestina enquanto país.  (http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/os-paises-que-reconhecem-a-palestina-como-estado)


2014 – em junho de 2014, três jovens israelenses que pediam carona na região da Cisjordânia, que tem o governo controlado pela Al-Fatah, foram raptados e mortos. Israel invadiu a Faixa de Gaza, local do grupo Hamas, cujo grupo havia estabelecido um acordo com a Fatah da Cisjordânia. Da Cisjordânia eram lançados misseis em direção à Israel. Em agosto foi estabelecido um acordo de paz. 





Fontes: 

CONFLITO NA PALESTINA: REVISÃO DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS
A história da Palestina


Outras postagens: 


Atualização do quadro de avisos:clique aqui.



28/05/2016

Oriente Médio: Quadro socioeconômico

Alta diversidade étnica

É necessário entender que o Oriente Médio tem uma alta diversidade étnica. Lembre-se que etnia significa:
"População ou grupo social que apresenta relativa homogeneidade cultural e linguística, compartilhando história e origem comuns" (Dicionário Aurélio Século XXI)

De 16 países do Oriente Médio, 11 países são de origem árabe e o restante são o que chamamos de países não-arábes.

Os principais países árabes são Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Síria e Palestina (deste parte dela é composta por judeus)

O grupo de não-arábes, maioria populacional no Oriente Médio, é formado por Turquia (otomano), Irã (persas), Afeganistão (pashtuns, tadjiques, Azarás e Uzbeques)

Além desses temos os curdos que não possuem um país autônoma e habitam diversos territórios como a Turquia, Síria, Armênia, Iraque e Irã. Atualmente, está tendo 

A população total do oriente médio é de 300 milhões de habitantes em 16 países. Somente em Israel tem 7 milhões de habitantes, sendo 5 milhões de judeus e quase 2 milhões de árabes. 

Homogeneidade religiosa

O Oriente Médio é o berço das três principais religiões monoteístas. É relevante saber suas principais diferenças.  
  • Judaísmo - Professada pelos israelenses, é uma das mais antigas religiões da Terra (possui mais de 50 séculos de história)
  • Cristianismo – Concentração na Europa. Dividida em: Catolicismo romano, Catolicismo ortodoxo e Protestantismo.
  • Islamismo – São os chamados muçulmanos. Dividido entre sunitas e xiitas.

Sunitas: representa a maioria do povo islâmico

Xiitas: minoria do povo islâmico mas concentra-se no Irã e Iraque



Entenda a expansão do cristianismo e do islamismo no Oriente Médio 







Vídeo – entenda a diferença entre xiitas e sunitas


ISLAMISMO: Sunitas e Xiitas



Vídeo – Iraque: xiitas, sunitas e curdos


A origem do conflito religioso no Oriente Médio é antiga conforme veremos nas próximas aulas. Em geral, podemos destacar como os principais conflitos:

Xiitas iraquianos X minoria sunita
Judeus X árabes palestinos
Libaneses cristãos X Libaneses muçulmanos

Aspectos econômicos

O Oriente médio tem pouca produtividade agrícola devido aos desertos, ao clima quente e seco e da constante falta de água. Porem algumas regiões se destacam em alguns produtos. Por exemplo, na região da mesopotâmia a produção destacada é o arroz, trigo e cana-de-açúcar. Na região de clima mediterrâneo é destaque a oliveira e a videira, no Líbano e Síria, o fumo e o figo, na Turquia, e a tâmara e o damasco, no Iraque.   

A pecuária na região é simplesmente de pastoreio em áreas estépicas e oásis das regiões desérticas, com a criação de carneiros, cabras, camelos e dromedários.

A maior atividade econômica é relativa ao comércio e serviços. A atividade industrial
Israel se destaca na região pela produção industrial e da utilização de técnicas avançadas de produção agrícola com irrigação obtida de poços artesianos, das águas do Rio Jordão e do Mar Morto, mediante o processo de dessalinização. O Deserto de Neguev, no sul de Israel, é hoje produtor de frutas cítricas, cereais e flores.

O grande destaque do Oriente Médio é a produção petrolífera que é responsável pelo fornecimento de 1/3 da produção mundial.

A região tem sua abundancia petrolífera devido a uma dobra tectônica que provocou o aparecimento na superfície um imenso lençol petrolífero formado numa área de acumulação marinha.

OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) foi criada em 14 de setembro de 1960, na Conferência de Bagdá. 

A OPEP é uma organização intergovernamental que tem como objetivo a centralização da elaboração das políticas sobre a produção e venda do petróleo dos países integrantes. 

Ao todo os países membros da OPEP controlam 2/3 da produção de petróleo.

 A sede da organização está localizada em território neutro como a Viena, na Áustria.

Atualmente, os países membros da OPEP são: Argélia, Angola, Equador, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. A Indonésia suspendeu a sua adesão em janeiro de 2009.

Obs: os países sublinhados são os pertencentes ao Oriente Médio. 

Os doses países membros da OPEP.
Organização dos Países Exportadores de Petróleo, criada em 14 de setembro de 1960, se esforça para manter sua influência apesar de suas divisões e das crises do mercado energético. 

Em inglês a organização é chamada de Organization of the Petroleum Exporting Countries (OPEC). Acesse a página da OPEC aqui


Fontes:




Uol -  Entenda o conflito entre Sunitas e Xiitas - https://www.youtube.com/watch?v=muKwBYACLNc

Guia do Estudante - Islamismo: Como surgiu a divisão entre sunitas e xiitas - http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/confira-como-surgiu-divisao-sunitas-xiitas-696521.shtml